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DISCO

“O OPOSTO DE DIZER ADEUS”

“E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: ‘Esta vida, assim como tu a vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes; e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indizivelmente pequeno e de grande em tua vida há de retornar, e tudo na mesma ordem e sequência’ – [...] Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasse assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal em que lhe responderias: ‘Tu és um deus, e nunca ouvi nada mais divino!’” (Friedrich Nietzsche, A gaia ciência)

É desse questionamento que eu fiz a canção que da nome ao disco, “O Oposto de dizer Adeus”, como uma resposta afirmativa a essa pergunta: “sim eu voltaria e viveria tudo de novo, com todos os acertos, todos os erros, todas as dores e todos os prazeres. Sim, eu reafirmo a vida, precária e milagrosa porque ela é única e coletiva. Sim eu reafirmo a frase de Clarice Lispector: “amar é não morrer”!

Num impulso dramático e filosófico eu fiz as canções do disco com algumas parcerias como Nelo Johan, Celso Sim e Daniel Oliva e gravei e co-produzi de forma caseira ao lado de Rogério bastos. Num segundo momento reuni diretores de cinema, fotógrafos e artistas plásticos para dar um passo para além da música, pedindo a cada um deles que fizessem uma leitura estética dessas canções. Daí surgiu o coletivo “O Oposto de Dizer Adeus” que eu tenho o orgulho e o prazer, em nome de todos os artistas envolvidos, de apresentar para voces. Dan Nakagawa

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