O Sol da Meia Noite

(para arthur rimbaud e josé miguel wisnik)

porque é difícil ver o óbvio
a luz do dia tudo é tão normal
ao meio dia é tão claro
que eu mal consigo enxergar
o sol da meia noite é que arde
aturde o mundo sem explicar
chega de caminhos revelados
jogue todos os mistérios no ar
chega de verão hora de sombra e folhas no chão
tristes acordes no violão
eu admiro o seu jeito
aqui não é nada mal
você combina comigo
mesmo no atemporal
me encontre no primeiro trem pra bem longe
sinta o vento nos cabelos e os pés sem chão
a liberdade não existe porque não estamos presos
gal costa e jorge mautner sempre existirão
poeira nos trilhos levanta a solidão
na tarde dourada as cores vem e vão
eu sigo sempre em frente a minha estrela
que as vezes brilha e as vezes não
chega de verão hora de sombra e folhas no chão
tristes acordes no violão
(música: Dan Nakagawa / foto: Ana Shiokawa)

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